CLAUDIO WILLER (São Paulo, 1940).
Poeta, ensaísta e tradutor. Publicou:
Anotações para um Apocalipse, Massao Ohno Editor, 1964, poesia;
Dias Circulares, Massao Ohno Editor, 1976, poesia;
Os Cantos de Maldoror, de Lautréamont, 1ª edição Editora Vertente, 1970, 2ª edição Max Limonad, 1986, tradução e prefácio;
Jardins da Provocação, Massao Ohno/Roswitha Kempf Editores, 1981, poesia;
Escritos de Antonin Artaud, L&PM Editores, 1983 e sucessivas reedições, seleção, tradução, prefácio e notas;
Uivo, Kaddish e outros poemas de Allen Ginsberg, L&PM Editores, 1984 e sucessivas reedições, seleção, tradução, prefácio e notas; nova edição, revista e ampliada, em 1999; edição de bolso, reduzida, em 2.000;
Crônicas da Comuna, coletânea sobre a Comuna de Paris, textos de Victor Hugo, Flaubert, Jules Vallés, Verlaine, Zola e outros, Editora Ensaio, 1992, tradução;
Volta, narrativa em prosa, Iluminuras, 1996, segunda edição, 2002;
Lautréamont - Obra Completa - Os Cantos de Maldoror, Poesias e Cartas, edição prefaciada e comentada, Iluminuras, 1997; segunda edição em 2003.
Prepara-se para publicar seu próximo livro de poesia, Estranhas Experiências, e ensaios sobre poesia surrealista.
Em antologias e publicações coletivas, entre outras, Alma Beat, L&PM Editores, 1985; Carne Viva, coletânea de poemas eróticos, org. Olga Savary, Achiamé, 1984; Folhetim - Poemas Traduzidos, org. Nelson Ascher e Matinas Suzuki, ed. Folha de São Paulo, 1987, com uma tradução de Octavio
Paz; Artes e Ofícios da Poesia, org. Augusto Massi, ed. Artes e Ofícios - Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, 1991; Sincretismo - A Poesia da Geração 60, org. Pedro Lyra, Topbooks, 1995; Antologia Poética da Geração 60, org. Álvaro Alves de Faria e Carlos Felipe Moisés, Editorial
Nankin, 2.000; 100 anos de poesia brasileira – Um panorama da poesia brasileira no século XX, Claufe Rodrigues e Alexandra Maia, organizadores, O Verso Edições, Rio de Janeiro, 2001.
Traduzido e publicado no exterior, entre outros lugares, em Quinta Intermundia, Rassegna di Poesia Internazionale, 1992, coletânea por Márcia Teófilo; Modernismo Brasileiro und die Brasilianische Lyrik der Gegenwart, antologia da poesia brasileira por Curt Meyer-Clason, Druckhaus Galrev, Berlim,
1997; Narradores y Poetas de Brasil, coletânea de Floriano Martins, revista Blanco Móvil, primavera de 1998, México, DF; Brasil 2000, Antologia de Poesia Contemporânea Brasileira, org. Álvaro Alves de Faria, ed. Alma Azul e Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coimbra, Portugal,
2000; Alforja XIX – Revista de Poesía, México DF, fevereiro de 2002, edição dedicada à poesia brasileira.
Poemas e depoimentos, também, em revistas literárias: Poesia Sempre, Azougue, Alguma Poesia, Anto (Portugal), Continente Sul-Sur, Orion, etc.
Bibliografia crítica formada por ensaios, resenhas, reportagens e citação em obras de consulta: Afrânio Coutinho, Alfredo Bosi, José Paulo Paes, Luciana Stegagno-Picchio, entre outros.
Como crítico e ensaísta, colaborou em suplementos e publicações culturais: Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, revista Isto É, jornal Leia, Folha de São Paulo, revista Cult, Correio Braziliense, etc, e imprensa alternativa: Versus, revista Singular e Plural e outros.
Co-editor da revista eletrônica Agulha: www.revista.agulha.nom.br.
Filmografia e videografia, com destaque para Uma outra cidade, documentário de Ugo Giorgetti com os poetas Antonio Fernando de Franceschi, Rodrigo de Haro, Roberto Piva, Jorge Mautner, Claudio Willer, exibido na TV Cultura, São Paulo e na Rede Pública de TV, disponível em vídeo, produção SP
Filmes e TV Cultura de São Paulo.
Depois de ocupar outros cargos e funções em administração cultural, foi assessor na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, responsável por cursos, oficinas literárias, ciclos de palestras e debates, leituras de poesia, de 1994 a 2001.
Dezenas de participações e apresentações em congressos, seminários, ciclos de palestras, apresentações públicas de autores, oficinas literárias, etc, no Brasil e no exterior.
Presidente da UBE - União Brasileira de Escritores, eleito em março de 2000, re-eleito em março de 2002, no cargo que já exerceu em dois mandatos anteriores (1988 a 1992); também secretário geral da UBE em outros dois mandatos (1982-86), e presidente do conselho da entidade (1994-2000).
Formação acadêmica como sociólogo (Escola de Sociologia e Política) e psicólogo (Instituto de Psicologia – USP). Atualmente, faz doutoramento em Letras Comparadas no DLCV da FFLCH, USP, sobre Literatura e Ocultismo.
Claudio Willer
Formado em Sociologia e Psicologia, é poeta, ensaísta e tradutor. Como crítico e ensaísta, colaborou em suplementos e publicações culturais: Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, revista IstoÉ, jornal Leia, Folha de S. Paulo, revista Cult, Correio Braziliense, Xilo etc., e em projetos da
imprensa alternativa: Versus, revista Singular e Plural e outros. É co-editor da revista eletrônica Agulha (www.agulha.cjb.net).
Depois de ocupar outros cargos e funções em administração cultural, desde 1994 é assessor na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, responsável por cursos, oficinas literárias, ciclos de palestras e debates, leituras de poesia.
De seu currículo constam ainda dezenas de participações em congressos, seminários, ciclos de palestras, apresentações públicas de autores etc., no Brasil e no exterior.
Presidente da União Brasileira de Escritores, UBE, eleito em março de 2000, no cargo que já exerceu em dois mandatos anteriores (1988-1992), e também secretário-geral da UBE em outros dois mandatos (1982-1986), e presidente do Conselho da entidade (1994-2000).
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seus olhos têm muitas cores
que refletem o brilho de cada hora
estranhas palavras
atravessam nossas conversas
É PRECISO QUE SEJAMOS MODERNOS COMO O AMOR
mas não sei
se não recuaremos
confundidos diante da visão da nossa crueldade
7
ah, mas você não viu nada
essa festa para a qual me convida
só pode ser na clareira do matagal em chamas
no subsolo do edifício que desaba em escombros
pois o verdadeiro amor, o amor somado ao prazer, é outra coisa
overdose, êxtase infernal
que fatalmente nos destruirá
MAIS UMA VEZ
mergulho no amor
com a cega convicção dos suicidas
penetro passo a passo
nesta região misteriosa
turva
opaca
aberta pelo encontro dos corpos
e sinto
outra familiaridade nas coisas
esta calma permanência dos objetos
agora formas de lembrar-se
o mundo
que se reduz a traços da presença
a realidade
que fala ao transformar-se em memória
tudo é conivência e signo
o espaço
uma extensão do gesto
as coisas
matéria de evocação
qualquer coisa treme dentro da noite como se fosse um som de flauta
e a cidade
se contorce e se retrai
MAIS UMA VEZ
ao abrir-se................................. para este turbulento silêncio
de olhar frente ao olhar
pele contra pele
sexo contra sexo